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A Prefeitura de Ubá realizou na tarde desta segunda-feira (9) uma coletiva de imprensa no Salão Azul do Centro Administrativo, com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, do prefeito Professor José Damato Neto, do vice-prefeito Cabo Rominho, além de diversos veículos de comunicação da região.

O encontro reuniu jornalistas e representantes da imprensa local para discutir as ações de resposta e reconstrução do município após a enchente histórica que atingiu Ubá no fim de fevereiro.

Durante sua fala, o prefeito José Damato Neto destacou a gravidade da tragédia vivida pela cidade e lembrou das famílias atingidas pelas fortes chuvas.

Segundo ele, o momento ainda é de solidariedade e reconstrução, especialmente para aqueles que sofreram perdas irreparáveis.

“O que aconteceu em Ubá foi uma tragédia. Tivemos famílias que perderam entes queridos, pessoas que perderam suas casas e comerciantes que praticamente perderam todos os produtos de suas lojas”, afirmou o prefeito.

Ele também ressaltou o esforço das equipes municipais e das instituições que têm atuado desde os primeiros momentos da enchente, além da importância do apoio dos governos estadual e federal para a recuperação da cidade.

O vice-prefeito Cabo Rominho também falou durante a coletiva e destacou a importância da parceria entre os entes públicos neste momento de reconstrução. Em sua fala, ele elogiou as ações do Governo Federal e a postura do ministro Rui Costa diante da situação enfrentada pelo município.

“O Governo Federal tem demonstrado sensibilidade com o que aconteceu em Ubá. A presença do ministro aqui mostra o compromisso em buscar soluções e ajudar a cidade a se recuperar”, disse o vice-prefeito.

Na sequência, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, apresentou considerações técnicas sobre as possíveis soluções estruturais para evitar novos episódios de enchentes no município.

O ministro sugeriu que a Prefeitura contrate um estudo hidrológico detalhado, que permita compreender melhor o comportamento das águas no município e apontar intervenções necessárias.

Durante a coletiva, Rui Costa também citou a ineficiência da calha do Rio Ubá como um dos fatores que agravam o problema das enchentes. Segundo ele, há um estrangulamento da calha do rio, causado principalmente pela ocupação urbana e por habitações construídas muito próximas ao leito.

“É importante avaliar tecnicamente a situação da calha do rio, porque existe um estrangulamento que dificulta o escoamento da água”, explicou o ministro.

Outra proposta apresentada foi a elaboração de um estudo para retenção das águas, que pode incluir a construção de um barramento ou de uma bacia de contenção para reduzir o volume que chega ao perímetro urbano em períodos de chuvas intensas.

Rui Costa afirmou ainda que obras estruturais de prevenção a desastres podem ser incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), desde que os projetos técnicos sejam apresentados.

Ele também lembrou que as obras emergenciais ligadas à Defesa Civil precisam ser concluídas em até seis meses, conforme regras federais, mas ressaltou que grandes intervenções estruturais exigem mais tempo.

“Essas obras estruturais não se concluem em seis meses, porque são obras de grande porte. Elas exigem projetos bem elaborados e um volume significativo de recursos”, afirmou.

Ao final da coletiva, o ministro destacou a importância de que o município elabore pelo menos um termo de referência técnico, documento que permitirá definir o valor estimado do investimento e o prazo necessário para que a Prefeitura realize o processo de licitação das obras.

A visita do ministro e a coletiva de imprensa reforçam a mobilização das autoridades em torno da recuperação de Ubá e da busca por soluções estruturais que possam reduzir os impactos de eventos climáticos extremos no município.

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